"quando morre um coração, é como se incendiassem
todas as florestas do mundo; e, quando digo isto, não
me refiro ao término das funções físicas, fisiológicas, do
coração enquanto músculo, mas, sim, ao cessar do encanto
e do sublime do coração enquanto veículo vocabular para
essa metafísica da alma."
quando incendeio uma morte é como se florestassem todos
os corações do mundo? perguntas, com a voz carregada de
lavagantes e de tabaco, sem que um interlocutor responda.
esperaríamos por um autocarro, de manhã, encostados
à parede do antigo hotel, com uma garrafa de vinho tinto
vazia e os olhos repletos de certezas e de cavalos-marinhos.
com o coração ainda vivo ou pelo menos a acreditar veementemente
nisso. destruindo o estômago em detrimento.