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intervalo em que nos apercebemos que é; como esta vinha, por entre a qual corremos, as videiras corredores de verde e castanho com as uvas, com as uvas roxas ou verdes e o sol, e as arestas dos nossos corpos. mas quando viramos costas a vinha já não existe porque não nos apercebemos e deixámos de a saber, cada pormenor e cada estrutura botânica orgânica dramática jorrando oxigénio e vida, sol e luz e água. os meus antepassados que já morreram a pisar este solo com as tesouras de poda e os cestos, os cães tão magros correndo na distância das colinas (que bonita imagem as colinas) contra o pôr do sol. se servir eu faço com que as videiras nas encostas ardam de tanta vida e sobrevivam mesmo quando nos afastamos e elas deixam de existir, desligam-se, destroem-se, escondem-se, sementes para o coração, verdades e mentiras e o que está no meio de tudo isso. do meu chão repleto, da minha tigela de leite azedo, existo do alto da minha idade, do meu nome, mas não me vejo, apenas as mãos, as pernas, o tronco, consigo tocar o meu rosto mas quando o vejo é reflectido e por isso pode ser outro rosto qualquer. |
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