Entry: in praise of Sara Marina's derrière Friday, October 02, 2009



amanhece e o teu corpo? meio despido fumo à janela
e penso. não sou poeta de nada nem sequer te amo
mas se não estás fazes-me falta. e saio para tomar café
e afinal não era eu quem estava no centro deste poema
eras tu mesmo que estivesses longe e outras
mãos te arrastassem pela rua. ao menos as noites,
olha, ao menos as noites, querida, meu amor...

e antes de adormecermos volto a calçar as meias e visto
uma camisola que, isto, no litoral, faz frio
mesmo com um cobertor. se amanhã quiseres
podemos tomar juntos o pequeno-almoço
no meu café do costume.

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