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estranho de permanecer vivos no sono interno que nos mantém desiguais e debitamos primaveras. estações. medos. escutamos violência porta a porta sabemos os lugares em que as horas morrem mas as dobradiças vão-se partindo e o mundo são idades. e perdemos as nossas vozes sem que cheguemos sequer a vociferar o amor ou a sua sintaxe. tudo o que somos é música em bares pintados de cinzento escuro e em homens antigos que morrem antes de tempo e entregam, afinal, as vísceras para adopção ou para adoção - pós-acordo. e as vísceras constroem cidades rosáceas e apodrecidas por dentro. bebemos limonada e sonhamos muito. Denegrimos sonhos comuns enquanto caminhamos. e tudo se nos revela abruptamente: Os rios de sangue sem caravelas, as morsas obsoletas. os velhos em chamas a amar segredos. Não parecemos tão bonitos ao longe quando morremos e não somos. toda a cidade se nos apresenta. Paredes cinzentas e vitrais cor de rosa escondidos e sob o céu da boca explodimos de luz e vomitamos existência sem pedaços, uma solidez estranha que nos faz aguentar ao longo da noite. groze & mortir
5/X/09 |