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a beleza do mundo. pinças digitais esquecidas e insensatas agarram no mundo despreocupadamente e no meio, nós, corações despedaçados e vizinhos afogamos sorrisos em metal fosforescente acordamos e é sempre amanhã. sempre. ponto final e, se quisermos, parágrafo morto hoje nestas entranhas. tudo é música e de repente a fonética perde o interesse e é carne de solstício e gramáticas. e amanhã, e amanhã, quem me disser que posso falar de amor vai morrer gasto de todas as vidas antes. sobreviveremos a mais uma se sobrevoarmos o tédio? não temos respostas nenhumas e no entanto escavamos teses em árvores perdidas sem dentes do siso. todas as máquinas escondidas entre os dedos parecem vácuo mas, no fundo, são oxigénio e vida e água. nenhum cloro, nenhuma fonte química pode impedir que o digamos: envelhecemos tardiamente e a vida acaba-se assim. Vamos dando fim a uma continuidade clássica cheia de romantismos e maçãs. olvidamos poemas que acabam e não cheiram nem sabem a nada. groze & mortir
10/X/09 |
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